Associação Brasileira dos Treinadores de Tambor e Baliza
    A Paixão Levada a Sério

Entrevistas

Paulo Renato da Cunha

 

 

 A ABTB Treinadores entrevistou o Diretor Paulo Renato Cunha para  que contasse um pouco de sua história e também sobre sua visão  para essa nova categoria, que foi brilhantemente inclusa nos eventos  da ABQM, a categoria Paratleta na modalidade dos 3 Tambores.

 

 

ABTB: Quando começou sua paixão pelo mundo equestre?
Renato Cunha: Tenho minha vida ligada ao cavalo desde a infância, assim como meus irmãos Jefferson Cunha e Kenny Cunha, por influência de nosso pai Prof. Paulo Cunha, que nos criou e educou neste ambiente fascinante que é o mundo dos cavalos.
 
ABTB: Conte um pouco como começou sua vida profissional no meio.
Renato Cunha: Seguindo essa influência busquei conhecimento e informações visando me profissionalizar na área equestre.
 Trabalhei com diferentes raças e modalidades, como rédeas, laço e apartação, porém, me iniciei nas provas de velocidade como a maioria das crianças, obtendo vitória em várias provas e campeonatos regionais, desde criança meu sonho era me tornar um grande competidor.
 Aos meus 17 anos de idade, deixando as competições em segundo plano e buscando maiores recursos para concluir meus ideais passei a integrar o quadro de Instrutores do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), no qual meu pai já fazia parte.
 A programação era de três a quatro cursos por mês, minha agenda era extremamente corrida, esta foi uma fase muito importante para mim onde iniciei meu crescimento pessoal e profissional.
 
ABTB: Como muitos sabem sua carreira não parou após a utilização da cadeira de rodas. Conte-nos como foi esse processo de reabilitação e readaptação.
Renato Cunha: Exerci a prática de montar até meus 20 anos, quando em 25 de outubro de 1999 em uma viagem onde ministraria um curso, sofri um acidente automobilístico. “Nessa idade nos achamos super-heróis, onde nada nos atinge. Não respeitei a canseira e cochilei dirigindo”. Este acidente me levou ao uso de cadeira de rodas.
 Passado todo o processo de transição, reabilitação e aceitação a esta nova condição física, continuei meu caminho emprestando minha experiência e conhecimento aos meus irmãos, Jefferson tinha 15 anos e Kenny 5 anos de idade na época, ambos se tornaram profissionais e campeões em diferentes modalidades. “Acredito ser minha maior conquista!” Realizei este projeto usando a mesma Filosofia de Trabalho criada por meu pai.
 Desta forma passei a prestar serviços através de cursos, programas de treinamento e assessoria a competidores e criadores. E para isto continuo estudando mais sobre cavalos, fazendo cursos, me inteirando sobre o mercado, estatística e genética, pois ainda tenho muita sede de aprender e trabalhar com sabedoria no que faço, como muitos sabem o cavalo não é uma ciência exata, então, vou morrer aprendendo.
 
ABTB: A Equoterapia é uma ferramenta muito utilizada nestes casos, qual o seu ponto de vista a respeito dessa técnica?
Renato Cunha: No caso específico do atleta Paraequestre, eu acredito que a equoterapia é o coração de tudo isso, pois cada indivíduo com deficiência e/ou necessidades especiais tem o seu perfil, o que o torna único. Isso evidência a necessidade de formular programas individualizados que levem em consideração as demandas daquele indivíduo naquela determinada fase de seus processos evolutivos.
 A Equoterapia é aplicada por intermédio de programas individualizados, organizados de acordo com as necessidades e potencialidades de cada um, junto a finalidades e objetivos a serem alcançados.
 Existem as intenções especificamente terapêuticas utilizando técnicas que visem à reabilitação física e/ou mental, o programa com fins educacionais e/ou sociais com aplicação de técnicas pedagógicas aliadas às terapêuticas visando a integração ou reintegração sócio familiar, e por fim programas para práticas esportivas Paraequestres, proporcionando o prazer pelo esporte, melhora da autoestima, autoconfiança e inserção social.
 
ABTB: Deixe aqui sua mensagem de agradecimento.
Renato Cunha: Deixo aqui uma mensagem de agradecimento ao meu Pai que muito me ensinou e também parabenizo os paratletas que participaram em um dos maiores eventos na modalidade de Três Tambores pela atitude e coragem. Servindo de inspiração para aquelas pessoas que tem interesse, porém ainda não iniciaram sua vida esportiva, lembrando que mais importante que a vontade de vencer é a coragem de começar.
Também deixo parte de minha história para que sirva de incentivo e parâmetro a todos que de alguma forma se identifiquem com a minha condição. A dificuldade existe, mas a diferença está na maneira que você lida com ela, encarando um dia de cada vez e vencendo sempre!
 
Por Camila Gonzales - ABTB Treinadores
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(14) 99818-0059

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