Associação Brasileira dos Treinadores de Tambor e Baliza
    A Paixão Levada a Sério

Entrevistas

Dr. Gustavo G. Mauricio Corrêa - Reprodução

Uma das grandes dúvidas dos criadores e proprietários de Cavalos Atletas é sobre a interferência das variantes do processo de reprodução dentro das provas e competições devido ao doping e performance animal.

Com isso a ABTB Treinadores perguntou ao Dr. Gustavo Gonzales Mauricio Corrêa os problemas enfrentados nas estações de monta para quem quer procriar mas não deixar de competir. Confiram a matéria:

 

Esporte x Reprodução

Quando se inicia a estação de monta no mês de agosto, para os países do hemisfério sul, muitos proprietários se deparam com as seguintes questões: 

1- Minha égua está indo bem nas pistas, será que devo iniciar sua vida reprodutiva?

2- Meu cavalo tem futuro nas competições, devo encaminhá-lo para uma central de reprodução ou mantenho ele no haras para cobrir minhas éguas?Meu cavalo tem futuro nas competições, devo encaminhá-lo para uma central de reprodução ou mantenho ele no haras para cobrir minhas éguas?

Esse é o momento em que as biotécnicas reprodutivas exercem um papel muito importante. Éguas que estão no auge da sua performance atlética, ou mesmo potrancas que estão iniciando a doma ou começando a participar de provas são muito beneficiadas com a técnica de Transferência de Embrião, permitindo que sua genética seja passada adiante, sem comprometer seus trabalhos. 

Além disso, não somente as fêmeas são beneficiadas, jovens garanhões que estão iniciando seus trabalhos no esporte, podem manter-se nas competições, graças à técnica de Congelamento de Sêmen, manteêm sua genética à disposição, independente se esteja participando de competições ou até mesmo fora do país, possibilitando também a utilização de sêmen de garanhões internacionais.

 

Reprodução x Doping

Na  atualidade, cada vez mais, os proprietários e criadores vem se preocupando com o bem-estar animal e não tem como falarmos de bem-estar sem citar o exame antidoping que hoje está presente na maioria das provas equestres.

Segundo FEI (Fédération Equestre Internationale) em sua lista de substâncias consideradas dopantes, publicada em 2017, os principais hormônios utilizados nas éguas nas estações de monta, como a Deslorrelina (análogo do GnRH) e o hCG (Godonadotrofina Coriônica Humana), não são consideradas substâncias dopantes, o que já difere da Progesterona e Ocitocina, que são citados como substâncias de uso proibido. 

No caso dos Garanhões, são muito utilizados os suplementos que auxiliam na performance reprodutiva, nesses casos devem utilizar produtos de empresas idôneas, que na maioria das vezes já observamos impresso nos rótulos de seus produtos se são ou não enquadrados no doping.

O que os proprietários nunca devem deixar de lado é que a orientação de um veterinário de confiança deve ser sempre solicitada e considerada, dessa forma preservarão a saúde de seus animais, garantindo o sucesso reprodutivo e esportivo.


Por Dr. Gustavo G. Mauricio Corrêa

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